Despedir-se de um amor é despedir-se de si mesmo.
É o arremate de uma história que terminou,
externamente, sem nossa concordância,
mas que precisa também sair de dentro da gente…
E só então a gente poderá amar, de novo.
 
Você não é só o que come e o que veste. Você é o que você requer, recruta, rabisca, traga, goza e lê. Você é o que ninguém vê.
 
Saudade eu tenho do que não nos coube. Lamento apenas o desconhecimento daquilo que não deu tempo de repartir, você não saboreou meu suor, eu não lhe provei as lágrimas. É no líquido que somos desvendados. No gosto das coisas o amor se reconhece. O meu pior e o seu melhor, ficaram sem ser apresentados.
 
verdades-malditas: Lindo seus textos, seguindo.

Todo mundo abraçando a Martha ♥

 
Anonymous: Martha, como tenho acesso às suas publicações pela internet na revista O Globo de domingo.

Meu bem, a coluna da Martha é só para assinantes, mas você pode dar uma olhada aqui http://zerohora.clicrbs.com.br/rs/ e procurar pelas publicações dela, tá? :**

 
Pra você, uma música é apenas uma música, mas para mim uma música é uma música e um assunto, assim como uma pesquisa eleitoral é uma pesquisa eleitoral e um assunto.
 
A palavra simplicidade foi a primeira a sair do nosso campo de visão. Saiu o simples, entrou o pobre. Pobre de espírito, pobre de humor, pobre de sensibilidade, pobre de educação. Podemos estar até enxergando direito, mas nossos pensamentos e atitudes andam desfocados.
 
(…) Assim são também as pessoas interessantes: têm falhas. Pessoas perfeitas são como Viena, uma cidade linda, limpa, sem fraturas geológicas, onde tudo funciona e você quase morre de tédio.
 
Cada amor é de um jeito.
 
Miséria psicológica também atola um país.
 
Martha Medeiros, em Revista O Globo

Martha Medeiros, em Revista O Globo

 
Homem é igual a biscoito: vem um, vêm 18. Depois eu compreendi tudo sobre essa teoria. Funciona assim: quando a gente tá carente, sozinha, solteira e sai ligando pra todos os paqueras, ex-namorados, rolos e afins, ninguém te quer, não é? Pois é. Essa é a primeira fase: tocos em profusão. Na segunda fase, a gente resolve que não precisa de homem nenhum para ficar bem, e aí aparece um só para contradizer nossa certeza da auto-suficiência. Vem todo carinhoso, romântico, paparicante… A gente baixa a guarda, começa a sair com o cara, percebe que ele é interessante, resolve ver no que dá. E aí o que acontece? Entra na fase 3 a Teoria do Biscoito. Chega um momento em que tu sente que a historinha tá evoluindo pra um possível compromisso, só que aí, neste exato momento, todos os outros que te dispensaram antes começam a te ligar. Parece que eles farejam no ar, que combinam entre si.
 
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